Diana
Eu nunca tinha sentido tanto medo de perder algo que nem era meu.
O bebê — Lucas, como dizia a carta — dormia sereno nos meus braços, mas meu coração parecia estar em guerra. Eu sabia que não podia simplesmente fingir que ele era meu, que a vida era um conto de fadas onde um anjo caía na minha porta e eu o criava sem questionar. Não, o mundo real era muito mais cruel.
Foi por isso que, ainda de pé na sala, tremendo, eu tomei a decisão: liguei para a polícia e para um advogado de confiança