Depois de deixar tudo organizado na ONG e confiar a liderança nas mãos da Bruna, eu voltei pra casa com a cabeça longe dali.
Não era sobre o morro. Nem sobre os problemas. Nem sobre as decisões que nunca acabavam.
Era sobre a minha mãe.
Fazia tempo demais que eu não via ela. Tempo demais sem abraço. Sem olhar no olho. Sem saber de verdade como ela tava.
Eu ligava às vezes. Mandava mensagem. Tentava manter contato.
Mas eu sabia… não era a mesma coisa.
Minha mãe nunca quis sair da cidade dela.