A música de fundo era jazz. Baixo, envolvente, quase uma carícia nos ouvidos.
O salão da galeria Kármico, no centro da capital, pulsava em tons de dourado, branco e vinho tinto. As paredes, nuas e limpas, serviam de moldura para quadros abstratos e fotografias em preto e branco. As pessoas circulavam com taças nas mãos, vozes contidas, olhares treinados para avaliar mais do que admirar.
Marcus ajustou os punhos do blazer azul-escuro sobre a camisa branca e deu um passo para dentro. O cabelo lev