Clara deixou a mansão Avelar ao entardecer, com passos leves, mas pensamentos pesados. O dia fora cheio de pequenas tarefas, mas também de grandes silêncios. Aqueles em que a alma fala mais do que os lábios. Entrou no carro e, ao ligar o motor, não teve coragem de ir para casa direto. Pegou uma rota mais longa, contornando a beira do lago da cidade, onde a luz refletida nas águas lhe trazia alguma paz.
Ela estacionou sob uma árvore antiga e abriu os vidros. O vento fresco da noite entrou e, co