A estradinha que levava à mansão Avelar estava quase deserta naquele fim de tarde. O sol, já a caminho do horizonte, pintava o mundo com tons dourados, enquanto Eveline e Marcus seguiam no carro em silêncio. Era um silêncio denso, cheio de memórias, cheiros e desejos antigos.
Ela usava um vestido leve, azul, que balçava suavemente com o vento que entrava pela fresta da janela. Marcus mantinha uma das mãos no volante, a outra repousava entre eles, tensa, quase pedindo por um toque.
Ninguém ou