O silêncio daquela manhã tinha peso. Um tipo de vazio que nem o som dos pássaros ousava romper. Marcus acordou no quarto escuro, com a cabeça pulsando em dor. A boca seca, o gosto amargo do uísque ainda grudado na língua. A luz que escapava pelas frestas da cortina projetava linhas no chão de madeira. Mas não havia calor. Só um frio que parecia vir de dentro.
Esticou a mão para o lado da cama. O lençol ainda guardava o calor que não estava mais ali. Eveline se fora. Não apenas do quarto — de to