Arthur Strauss
O brilho dos flashes no saguão do hospital era como uma descarga elétrica contínua, uma luz branca e impiedosa que buscava cada fissura na minha fachada de perfeição. Ao meu lado, Isabella estava estática, uma estátua de alta costura com o olhar perdido em algum ponto além do horizonte.
O ensaio fotográfico, realizado horas antes, tinha sido o último prego no caixão da nossa sanidade. Eu podia ver o reflexo daquelas fotos em cada tela de smartphone dos presentes, em cada site d