Arthur Strauss
O silêncio que se seguiu à minha explicação foi carregado de um peso diferente. Já não era a eletricidade da raiva, nem a opacidade do ciúme; era a densidade da compreensão súbita.
Eu podia ver, no rosto de Maya, a transição exata do cinismo para uma vulnerabilidade embaraçada. Ela mantinha os olhos fixos em um ponto na parede, as mãos entrelaçadas em frente ao corpo, a postura de quem desejava que o chão se abrisse e a engolisse por completo.
A culpa emanava dela como um perfu