Arthur Strauss
O silêncio do hospital, geralmente um ruído de fundo que eu mal percebia, tornou-se ensurdecedor naquela tarde. Eu estava na sala de descanso, o café esfriando intocado na xícara, enquanto meu olhar se perdia nos prontuários que eu deveria estar revisando. Mas a minha mente estava em um único lugar: na ausência de Maya.
Desde que ela saíra da minha sala, após a interrupção desastrosa, eu não a tinha visto. O hospital, um organismo que normalmente me obedecia, parecia ter consp