Arthur Strauss
O cheiro de antisséptico ainda impregnava meus poros, aquele odor acre que, para qualquer outro, seria repulsivo, mas que para mim significava controle absoluto.
Eu tinha acabado de sair de uma revascularização complexa, uma dessas em que o paciente chega à mesa como um puzzle desfeito e sai de lá com a vida reorganizada pela minha precisão. Eu estava em modo de glória — o tipo de euforia que só quem domina um bisturi entende.
Caminhei pelo corredor da ala cirúrgica com a confi