Maya Nogueira
— Deixe-os falar — ele disse, com aquela voz grave que parecia dissolver o ruído externo que intercalava a calma dos seus olhos. — Eles não vivem a sua vida. Eles não viram o que eu vi. Eles querem plateia para manipular, Maya.
— Eles estão me pintando como um monstro cruel, e sem alma. Querem que eu vá lá, chore, perdoe, e aceite que ele é o coitadinho da história. Como se tudo que vivi pudesse ser colocado de lado para o drama dele.
Arthur deu um meio sorriso, um vislumbre daq