Maya Nogueira
O cheiro do hospital me atingiu como um soco no estômago no momento em que atravessei as portas automáticas. Era uma mistura específica de antisséptico, café requentado e desespero contido.
Depois de dez dias respirando a maresia do Caribe, onde o oxigênio parecia purificado pela vastidão do oceano, aquele ambiente hermeticamente fechado, com suas luzes fluorescentes que zumbiam como insetos nervosos, parecia uma câmara de tortura.
Eu não era a mesma Maya que havia partido. A mu