Arthur Strauss
O traço do asfalto sob os pneus do meu carro era o único ritmo que minha mente conseguia acompanhar depois de deixar Maya em casa. Eu ainda conseguia ver o reflexo dela no vidro, aquela cor rosada subindo pelas bochechas, o olhar que tentava desviar, mas que voltava para mim como um ímã. Ela deseja. Eu vejo nos olhos dela, naquela respiração curta que ela tenta controlar quando me aproximo. É um desejo quase sagrado, misturado com uma culpa que ela carrega como um manto, negan