Maya Nogueira
A porta se fechou com um clique suave, deixando-nos sozinhos novamente na penumbra do quarto iluminado apenas pela luz amarelada do abajur de cabeceira.
Eu fiquei ali, parada no meio do quarto, com a bolsa pendurada no ombro, encarando-o. Ele estava diferente sem a barba tão densa — o enfermeiro provavelmente aparou um pouco quando tirou os pontos —, mas o rosto continuava magro, vincado por uma exaustão que parecia vir de séculos. Os olhos dele, de um azul escuro e penetrante, f