Arthur Strauss
Quando a porta se fechou atrás de Maya daquela primeira vez, levando consigo o som abafado dos seus passos no linóleo do corredor, a sensação que despencou sobre o meu peito não foi apenas de vazio; foi uma certeza gélida e absoluta de que eu acabara de cruzar o ponto de não retorno.
Fiquei encarando a fresta vazia por onde ela havia saído, com o maxilar travado e as mãos inertes debaixo das cobertas.
Naquele momento exato, com a mente envenenada pela morfina e pelo pânico cru