Fabrizia Giordano
O som dos pneus no cascalho da entrada de Pietraluna pareceu ecoar as batidas aceleradas do meu coração. A clínica não era o que eu imaginara. Não se parecia com um hospital, mas com uma vila toscana, ampla e tranquila, cercada por ciprestes e oliveiras, com jardins que se perdiam de vista. Era um lugar de paz, mas para mim, naquele momento, era a antecâmara do julgamento.
O dia anterior havia sido de Ciara. Eu passei horas com Salvatore, seu riso inocente e suas mãozinhas que