Fabrizia Giordano
A ordem era clara. Com um nó de ansiedade e uma pitada inexplicável de excitação no estômago, obedeci. Lavei as mãos apressadamente, meu reflexo no espelho acima da pia me mostrou uma garota pálida, de olhos arregalados.
O que estava acontecendo?
O carro era silencioso, um luxo que ainda me assustava. Damiano dirigia com uma concentração absoluta, sua presença preenchendo o espaço compacto. O cheiro dele, limpo e levemente amadeirado, invadia meus sentidos.
— Senhor Sorrentino