Paula Moretti
O silêncio da mansão é o meu maior inimigo. É um manto pesado, opressivo, que abafa cada pequeno ruído e me deixa terrivelmente exposta. Então, quando a porta do quarto é arrombada com um estrondo que parece rasgar o próprio ar, meu coração salta na garganta, não de surpresa, mas de uma esperança agônica.
O barulho foi alto, quase ensurdecedor. Alguém deve ter ouvido. Amir, Layla, um dos incontáveis guardas… alguém.
Mas o silêncio retorna, mais pesado e mais ameaçador do que antes