O tempo parou.
Não como uma metáfora para o medo, não como um devaneio do subconsciente. Mas sim, de forma literal.
O vento cessou. Os ecos da batalha morreram. As lâminas que se cruzavam ficaram suspensas no ar como se a própria realidade hesitasse.
E então, veio a voz.
— Chegou o momento.
Não era apenas um som. Era algo mais profundo. Algo que se infiltrava sob a pele, que vibrava nos ossos, que penetrava a mente como dedos invisíveis arrancando cada lembrança, cada sentimento.
Os olhos de Iv