VALENTIN
A mansão estava silenciosa demais.
Corredores longos. Vidraças altas. Cortinas escuras que impediam que qualquer raio de luz tocasse o mármore frio. A casa dos D’Ambrose sempre teve esse ar fúnebre, mas hoje… hoje parecia um mausoléu, um túmulo esperando para ser preenchido.
Eu passei a mão pelos cabelos, tentando me livrar do zumbido que martelava meu crânio desde a noite anterior. O som era familiar — não era dor, era presságio. Minha mãe dizia que o sangue antigo sempre anunciava an