POV AURORA
O relógio marcava quase sete da noite quando o corredor da Tecnocare finalmente silenciou. As luzes frias refletiam nas paredes de vidro, e o som distante de teclados e impressoras desaparecera completamente. Eu ainda estava sentada ali, na copa, com a mesma xícara de café já fria entre as mãos.
Não fazia ideia de quanto tempo tinha passado desde que Camila saiu. O tempo parecia uma coisa amorfa, que se esticava e se contraía conforme o turbilhão dentro de mim.
Minha cabeça lateja