POV AURORA.
O espelho refletia uma versão de mim que eu mal reconhecia.
Olheiras fundas, o rosto pálido, os lábios partidos.
A febre não cedia.
Três dias se passaram desde o baile, desde o instante em que o mundo virou cinzas aos meus pés, e o fogo dentro de mim não apagava.
Não era apenas tristeza.
Era algo físico, vivo, ardendo em cada batida do meu coração.
Eu tentava dormir, mas os sonhos vinham em pedaços — imagens de campos em chamas, vozes sussurrando nomes que eu não conhecia, so