POV KAEL.
O vento frio atravessou as frestas do casarão, uivando como um aviso.
O escuro da noite parecia refletir o que eu sentia por dentro, uma mistura de raiva, desespero e impotência.
O escritório do meu pai sempre teve cheiro de poder: couro envelhecido, café forte e o amadeirado do charuto caro que ele nunca deixava apagar completamente. O som do relógio de parede, compassado e impiedoso, me lembrava que o tempo nunca parava, e que para ele, sentimento era sinônimo de fraqueza.
Ele estav