POV VITÓRIA.
A sala estava tomada por um silêncio, cortado apenas pelo som do relógio antigo na parede.
O tique-taque parecia zombar de mim, cada segundo um lembrete de que o tempo estava passando e o plano, o maldito plano, estava desmoronando diante dos meus olhos.
Vayrom encostava-se despreocupadamente na mesa, o sorriso insolente de sempre no rosto.
Os olhos dele, tão claros quanto o gelo do norte, me estudavam como se eu fosse uma peça em seu jogo pessoal.
— Quer repetir o que acabou de di