Simon Duarte
O quarto estava em silêncio. A luz da tarde entrava pela janela, desenhando sombras no chão. Eu estava deitado na cama, braços atrás da cabeça, tentando manter a respiração estável. Noah estava encostado em mim, com a cabeça no meu peito, os olhos fixos em algum ponto que eu não conseguia ver.
A gente estava ali há um tempo. Sem falar. Só sentindo o corpo um do outro. Depois de dias afastados, estar com ele de novo era como respirar depois de ficar muito tempo debaixo d’água. Mas