A voz de Ambrósio parecia reverberar nas paredes de vidro da floricultura, abafando o som da chuva que voltava a fustigar o telhado. Juliette sentia-se pequena sob aquele olhar azul que a despia de qualquer pretensão de inocência. Ela apertou a sacola de papel contra o corpo, sentindo o couro da jaqueta dele através do embrulho, um peso que denunciava seu pecado.
— Eu... eu decidi que precisava de uma ocupação, Sr. Carter — ela respondeu, tentando manter a voz firme, embora o "Sr. Carter" soass