A noite caía espessa como tinta.
Dentro da van preta, Yasmin sentia o ar pesado demais e abaixou o vidro. Lá fora, o trânsito formava um fluxo interminável de luzes, havia o movimento vivo da cidade, o sopro do mundo comum.
O motorista percebeu o humor sombrio dela e disse em voz baixa:
— Fique tranquila, senhora. O que aconteceu há pouco... Eu não vou comentar nada com o Sr. Freitas.
Yasmin ficou um instante em silêncio, depois respondeu calmamente:
— Está tudo bem.
Ela se recostou no banco de