De terno preto. Camisa branca. Sem gravata. Os cabelos escuros levemente desalinhados — como se tivesse passado a mão neles várias vezes. Os olhos de cores diferentes — o verde floresta, o azul gelado — estavam fixos em mim.
Não na minha mãe. Em mim.
— Gabriel? — minha voz saiu estranha. Falhada. — O que você está fazendo aqui?
Ele não respondeu.
Apenas caminhou para dentro do quarto.
Os passos lentos, controlados. O cheiro amadeirado do perfume se espalhou pelo ar. Ele parou ao meu lado. Não m