Naquela manhã, minha mãe estava sentada na cama quando entrei. Sentada. Não deitada. Não enrolada nos lençóis brancos como um fantasma prestes a desaparecer. Ela estava sentada, os cabelos penteados, o rosto ainda pálido, mas os olhos — os olhos estavam vivos.
— Filha! — ela estendeu os braços na minha direção. A voz ainda era fraca, mas tinha uma energia que não existia na última visita. — Você veio.
Sentei ao lado dela. Segurei suas mãos. Estavam mais quentes. Menos ossudas.
— Você está melho