A manhã chegou pesada, cinza, como se o mundo soubesse.
Eduarda já estava na delegacia desde cedo, sentada com postura firme, revisando mentalmente tudo o que sabia — e, principalmente, tudo o que ainda não fazia sentido.
Pedro chegou pouco depois, ainda com a mesma roupa da noite anterior. O rosto denunciava o cansaço, mas era o olhar inquieto que chamava mais atenção.
— Já falaram com ela? — perguntou direto.
Eduarda negou com a cabeça.
— Ainda não. Vão começar o depoimento agora.
Ele assenti