Às onze da manhã, o meu celular tocou. Era Marcus. — Senhora. O alvo saiu do banco. A nossa equipe no local descreveu-a como... "visivelmente abalada". Ela está de volta ao hotel.
— Obrigada, Marcus. Mantenha a vigilância.
Desliguei e olhei para Pedro, que estava ao meu lado na varanda, a tomar um café. — O cofre estava vazio. A isca foi mordida.
Ele assentiu, um sorriso frio a tocar os seus lábios. — Agora, ela está no seu quarto de hotel, em pânico, a tentar perceber quem a ultrapassou. Ela vai ligar.
O celular dele tocou menos de cinco minutos depois.
— Pedro Montenegro. A voz de Lúcia do outro lado era irreconhecível. Tinha desaparecido o veneno, a arrogância. Havia apenas um pânico fino e agudo. — Você... O que é que você fez? O cofre... estava vazio! — Eu não sei do que está a falar, Lúcia. Estou de férias com a minha noiva. A palavra "noiva" foi uma bala. Houve um silêncio chocado do outro lado.
— Você não pode... Pedro, por favor! O meu pai... o seu pai... — O meu pai es