PEDRO
A primeira coisa que senti ao acordar foi o sol a bater no meu rosto. A segunda foi o peso dela. Isabella dormia, a cabeça aninhada no meu peito, uma das pernas entrelaçada na minha, a sua mão espalmada sobre o meu coração como se o estivesse a guardar. A noite anterior repassou na minha mente num flash — a fúria, o desejo, a sua rendição, a minha. Fim da história. Merda, que mentira. Tinha sido o começo.
Eu a observei, a luz da manhã a suavizar os seus traços, e a verdade me atingiu com