ISABELLA
O silêncio do carro blindado foi quebrado apenas pelo som da minha respiração pesada. A adrenalina do jantar de gala tinha evaporado assim que passamos pela porta giratória do hotel, deixando no lugar uma exaustão que parecia pesar nos meus ossos e uma dor surda nas costelas.
Pedro não disse nada. Ele apenas me carregou para dentro da penthouse, ignorando os meus protestos fracos de que eu podia andar. O maxilar dele estava travado, um sinal claro de que ele estava a odiar ver-me com dor.
No nosso quarto, ele colocou-me sentada na beirada da cama. A luz estava baixa, âmbar, criando sombras suaves nas paredes.
— O remédio — disse ele, a voz grave, já com o copo de água e a pílula na mão. — Você forçou demais.
Engoli o comprimido sem reclamar.
— Vire-se — ordenou ele.
Obedeci. Senti as mãos dele nas minhas costas, descendo o zíper do vestido de gala. O ar frio do ar condicionado tocou a minha pele, mas logo foi substituído pelo calor absurdo que emanava do corpo dele. El