ISABELLA
Acordar era sempre a parte mais difícil.
Nos sonhos, eu ainda estava inteira. Nos sonhos, eu corria. Eu discutia com o Conselho. Eu ria alto. Nos sonhos, o meu corpo era meu.
Mas então eu abria os olhos e a gravidade caía sobre mim como uma âncora de chumbo.
A dor era a primeira visita. Uma pontada aguda nas costelas a cada respiração. O latejar surdo na minha cabeça, onde o crânio tinha encontrado o vidro. A dormência no braço esquerdo, pesado dentro do gesso.
Respirei fundo, con