PEDRO
— Eu não vou.
Isabella estava sentada na beirada da cama, a encarar o vestido de linho branco que eu tinha separado como se fosse um instrumento de tortura.
— Isabella...
— Olha para mim, Pedro! — A voz dela saiu um pouco mais forte hoje, um rouco irritado. — Eu tenho uma faixa ridícula na cabeça. O meu braço é um bloco de gesso. Eu ando curvada como uma velha de noventa anos por causa das costelas. Eu não sou "apresentável".
Cruzei os braços, encostado ao batente da porta do closet.