PEDRO
O calor na fronteira seca do Paraguai era sufocante. O ar cheirava a poeira vermelha e pólvora queimada, um contraste violento com o ar condicionado estéril e frio da UTI onde deixei o meu coração a bater por aparelhos.
O jato pousou numa pista de terra batida clandestina, levantando uma nuvem ocre que cobriu as janelas.
Eu não esperei a turbina parar. Abri a porta e desci a escada, sentindo o sol bater na minha pele como um aviso.
Vargas esperava-me ao lado de um Land Rover preto, bl