A porta do SUV bateu, isolando-nos do mundo exterior, mas o ar dentro da cabine ficou instantaneamente rarefeito. O vidro divisório preto subiu com um zumbido suave, separando-nos do motorista, mas a ilusão de privacidade só aumentou a perversidade do momento.
Pedro não esperou o carro arrancar.
Antes que eu pudesse me ajeitar no banco de couro, as mãos dele estavam em mim. Ele não me tocou com carinho, ele me prensou. As mãos grandes agarraram minha cintura, e ele me puxou violentamente para o colo dele, fazendo o tecido metálico do meu vestido chiar contra a calça social dele.
— Você me deixa insano — ele rosnou, enterrando o rosto no meu pescoço, inalando meu cheiro como se fosse a única coisa que o mantivesse vivo. — Aquele vestido... eu queria rasgá-lo no meio da pista quando vi como ele olhava para você.
— Rasgue — desafiei, ofegante, sentindo a barba dele arranhar a pele sensível do meu colo. — Ou tire. Mas faça alguma coisa, Pedro.
Ele levantou a cabeça. Os olhos negros estava