O corredor da suíte presidencial estava imerso em penumbra quando entrei. O silêncio era espesso, quase tátil, carregado com a eletricidade estática de uma tempestade que estava presa entre quatro paredes.
Fechei a porta atrás de mim. O clique da fechadura soou como um tiro no escuro.
Pedro estava lá.
Ele não estava andando de um lado para o outro. Estava sentado na poltrona de couro escuro, no canto mais sombrio da sala, de frente para a porta. Uma taça de uísque descansava intocada na mesa