— Não chore — ele murmurou.
— Não é tristeza.
Ele parou.
— Então o que é?
— Não sei.
Dante a observou por um instante.
— Então deixamos sem nome.
Ela assentiu.
— Deixamos.
Ele a beijou novamente.
Mais lento.
Mais profundo.
A noite lá fora parecia suspensa. Não havia tiros, explosões, gritos, ordens. Apenas o silêncio do quarto e a sensação de que algo irreversível acontecia não porque corpos se aproximavam, mas porque defesas caíam.
Sofia não soube quem deu o primeiro passo em direção à cama.
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