Sophia deixou o hospital com os passos pesados, como se cada movimento a afastasse da frágil segurança que encontrava entre as paredes brancas, ao lado da mãe e da irmã. A noite estava gélida. O vento cortava sua pele como lâminas finas, e o céu parecia desabar em nuvens cinzentas que refletiam perfeitamente o estado de sua alma.
Encolheu os ombros, abraçando-se numa tentativa desesperada de afastar o frio, o do corpo, e o que se alastrava por dentro, mais cruel e silencioso.
As luzes da rua