Sophia Romano
O carro preto me espera na entrada do hotel. O motorista, educado e impessoal, abre a porta para mim e eu entro. Me movo mecanicamente, como se fosse uma boneca sem vida.
A porta se fecha e o carro começa a se mover. Minha mente, entretanto, permanece presa naquele maldito quarto, presa na humilhação que Giovanni me infligiu.
A dor é insuportável. Um peso esmagador no meu peito, uma sensação de vazio que não consigo descrever. Eu sinto como se todo o meu corpo estivesse latejando