— Eu tentei te avisar… — a voz de Long soa abafada, quase irreconhecível. — Eu pedi para que Leonardo deixasse eu te levar de volta à Yakuza. Lá você estaria segura.
Minhas mãos apertam a taça, ainda cheia. Tento rir. Um riso vazio, descompassado, tentando esconder o nó na garganta e a vontade sufocante de chorar.
— Você tentou? — minha voz falha, mas eu me esforço. — Quantas vezes você mentiu para mim, Long? Quantas?
— Me desculpe…
— Me desculpe?! — repito, incrédula. — É só isso? Anos, Long!