Estávamos trancadas no andar de cima de uma casa grande demais para ser confortável.
O quarto era amplo, silencioso, com paredes brancas e detalhes florais de gesso, parecia ser o tipo de decoração pensada para uma criança, mas que ali, naquele contexto, só parecia um deboche cruel.
Havia apenas uma cama de casal no centro, perfeitamente arrumada, e uma janela estreita com grades, por onde a luz entrava em feixes retos, lançando sombras frias no chão limpo.
Desde que fui empurrada ali dentro,