Acordei com o corpo pesado, como se estivesse submersa. Meus olhos demoraram a se ajustar à penumbra suave do quarto.
A dor era uma pontada surda, insistente, no ombro esquerdo… mas não tão insuportável quanto imaginei.
Suspirei. Estava viva.
Com cuidado, me ergui devagar na cama, sentando com as costas arqueadas, os pés quase tocando o chão gelado. Levei a mão ao curativo que cobria o ferimento. Ardeu ao menor toque. Ainda assim, era suportável.
Um alívio estranho me preencheu.
Poderia ter s