Capítulo 25
MIGUEL
Havia algo diferente naquela manhã. Não era o som dos trabalhadores martelando no andar térreo, nem a luz suave atravessando as janelas recém-restauradas. Era uma sensação que me rondava desde o momento em que vi Helena chegar ao casarão, com o cabelo preso de qualquer jeito e os olhos ainda marcados pelo sono.
Ela sorriu quando cruzou comigo no corredor. Um sorriso natural, sem pressa. Como se já existisse ali um espaço que era só nosso. E talvez existisse mesmo.
Por semana