O teto era um livro sem palavras, um livro que eu havia lido por quatro anos, mas ainda não tinha conseguido terminar.
Nesta noite, esse livro ganhou som.
A voz, embriagada e turva, falava devagar, com esforço, como se tentasse articular claramente cada palavra, com medo de que eu não conseguisse entender, ou pior, de que eu o rejeitasse.
Senti umidade no pescoço, não sabia se era por causa dos beijos de Bruno ou se a umidade vinha dos meus próprios olhos. Eu queria perguntar a ele: “Se soubess