Bruno me encarava, os olhos fixos, sem o menor movimento, parecendo vazio e desolado. Sua voz também estava embotada.
— Hoje é Ano Novo.
Meu coração ainda batia com força devido ao pesadelo, mas eu acenei com a cabeça levemente, correspondendo ao olhar dele.
Pensei que ele quisesse voltar para casa o quanto antes, então segui o raciocínio dele e continuei:
— Você conseguiu resolver as coisas por aí? Sinto-me bem melhor, já podemos voltar a qualquer momento.
Bruno estava agachado na minha frente.