A atmosfera pesada pareceu se aliviar inexplicavelmente ao ver o nome de Rui.
Pedi para Zeca voltar para o hotel primeiro, enquanto eu permanecia sob as luzes de néon da rua e atendia sua ligação.
— Ana. — A voz suave de Rui ecoou no fone.
Sorri e disse:
— Por que se lembrou de me ligar? Não está ocupado?
— Sim. Senti sua falta.
Dei uma risadinha e, sem querer, olhei para a lua.
— Você está em casa ou na rua?
Ele ficou em silêncio por dois segundos e respondeu:
— Na rua, estou a caminho de casa.