Dei um leve chute no braço de Bruno, que escorregou mole para o chão como se não tivesse ossos.
Ele estava com febre, a testa tão quente que me assustou. Bati no rosto dele com força, tentando despertá-lo. Seus olhos se abriram, cheios de uma ferocidade escura, mas, ao perceber que era eu, seu olhar suavizou, e ele me fitou como se estivesse em um sonho.
Eu estava prestes a falar, mas ele me abraçou de repente, murmurando:
— Se o tempo pudesse parar para sempre neste momento, seria perfeito.
Ho