Alexander Voss sentou-se em sua cadeira de couro italiano, no escritório envidraçado no 50º andar de um dos arranha-céus mais imponentes do centro financeiro de São Paulo. A vista era deslumbrante: a cidade se estendia como um tapete de luzes piscantes sob o céu noturno, mas ele mal notava. Seus olhos cinzentos estavam fixos na tela do laptop, onde digitava o nome dela com precisão cirúrgica: Elena Santos.
O terno manchado de café havia sido jogado no canto, esquecido. Alexander não se importav